® 2017 por Fernando Araujo. Todos os direitos reservados. 

  • Grey Instagram Icon

Fernando Araujo,

Artista Plástico.

Nasci em 03 de março de 1957 na freguesia de Moreira de Rei concelho de Fafe,
Portugal. Vim para o Brasil em 1959 de navio.
Aos 24 anos me casei com Regina H. de Azevedo Marques. Tivemos dois filhos
Luana e Thiago.
Em 2000 fiquei viúvo e com os dois para acabar de criar.
A Regina era professora de Educação Artística e Escultora. Foi a responsável pela
apresentação da Arte e da cultura na nossa vida.
Nossa casa nova na montanha estava quase pronta e pra lá fomos sendo que a Luana
foi estudar na Inglaterra.
Nessa nova casa coloquei uma tela na minha frente ao ar livre e arremessei com muita
vontade uma tinta preta na mesma. Depois como se uma luz me indicasse o caminho
comecei a arremessar cores e com a minha mão o gesto se fez presente e a arte
aconteceu. A intuição será daí pra frente o meu caminho.
Foi como se um ensinamento me fosse enviado pelo anjo. Colocar cores na vida e
seguir em frente.
Em 2007 fiz minha primeira exposição em São Roque na Brasital. Uma tecelagem
que já não existia mas que na época de 1900 produzia a própria energia e na
reciclagem produzia o papel de tecido.
Isso me entusiasmou demais, pois o local tinha uma historia e as arvores de 100 anos
embelezavam o lugar. Chamei a exposição de “Telas e Tintas”. A curadoria foi de
Paula Garcia.
O salão que me foi cedido se chamava Darcy Penteado e quando soube quem era
fiquei mais feliz ainda. Nesta exposição tive contato com as crianças que vieram das
escolas da região, com os idosos da terceira idade, com as crianças da APAE e com as
demais pessoas.
Senti com se ganhasse um presente dos céus. Minha felicidade e o sentimento de
estar participando de uma trama espiritual que nos mostra o caminho da lapidação da
alma e do ser , fez-me sentir que estava no caminho certo e não era loucura se
entregar a arte. E aí veio a maior surpresa fui convidado para uma exposição que as
crianças da APAE com Síndrome de Down fizeram em minha homenagem. Quando
cheguei fui recebido na porta por uma delas. Eles fizeram trabalhos olhando esboços
que fizeram durante a visita a exposição e do folder. Todos queriam me dar sua
pintura então foi feito um sorteio. Pensei. Será que mereço tudo isso? Ver aquelas
crianças felizes com esse acontecimento e fazer parte disso.
Aprendi muito sobre os verdadeiros valores da vida e agradeço a eles.
O ser humano é muito engraçado pois após tudo isso sentia ainda uma vontade de
minha arte ser reconhecia por alguém que realmente entendesse de arte.
Meu pedido foi atendido. Em 2008 conheci Jacob Klintowitz na época estava
assumindo a Curadoria do MuBE. De novo foi um presente dos céus.
Acredito que após a aceitação de minha arte pelo Jacob realmente nasci. Parece que
antes estava em gestação.
Além de crítico para mim o Jacob é um ser humano que habita alguns degraus acima
da maioria dos mortais.
Fiz minha exposição no MuBE com a curadoria do Jacob e quando li o texto que as
lagrimas desceram bem devagar. O texto revela para o artista o que nem ele sabia.
Além da curadoria tive a sorte da Dani Klintowitz filha do Jacob aceitar fazer a
Arquitetura Cenográfica da Exposição. Não pensem que é fácil ela aceitar. A Dani é
muito difícil e um doce também, mas só faz as coisas se tudo estiver de acordo com
seu critério. Não é a toa que é filha do Jacob.

A Exposição “Antes de Tudo” seguiu para Paris também.
Daí as coisas foram acontecendo e da família do Jacob também havia conhecido sua
esposa a terapeuta Yunguiana e escritora Raissa Cavalcanti.
A Raissa estava fazendo um pesquisa sobre a citação da alma pelos filósofos em suas
obras e as conversas com ela fluíram. Fundadora do Instituto Anima Shopia ela se
dedicava a assuntos que me atraiam e fiz vários cursos no Instituto.
A Raissa me convidou para uma das exposições do instituto e mais uma vez o Jacob
fez a curadoria a qual me clareou de novo em relação ao meu trabalho “Cartografia
do Gesto”.
Também fui convidado pela Raissa para fazer um trabalho sobre Dionísio. Eu faria a
arte para decorar o salão no qual aconteceria o Evento.
Fui totalmente intuitivo como sempre. Fiz somente uma das matrizes, pois o evento
não aconteceu por motivos que vão além da vontade das pessoas envolvidas.
No dia que comecei liguei para o Jacob e enquanto falava com ele, o Thiago subia as
escadas pra o sótão levando um copo de vinho pra mim, sem saber o que eu ia fazer.
O Jacob foi direto ao telefone. Vai trabalhar.
Mesmo com toda essa riqueza que ganhava de presente ainda tinha em mim uma
vontade de expor no espaço Citi e fiquei aguardando um convite.
Quem conhece o Jacob sabe que você pode ser amigo, mas não tente por isso
conseguir uma exposição. Em 2012 aconteceu “A Dimensão do Afeto”. Agradeço a
esse ser humano Jacob Klintowitz pelo texto e exposição e dizer que sua presença na
minha vida é um presente de Deus.
O Jacob não fez só simples curadorias ele me mostrava sempre quem eu era e
indicava o caminho a seguir.
Depois de muito tempo almoçamos todos juntos e mostrei a matriz do Dionísio, as
impressões em talho doce foram capa da “Dimensão do Afeto.
A Raissa fez uma analise crítica do trabalho que evidenciou que o caminho da
intuição era acompanhado da energia do mito. Raissa muito obrigado pelo carinho.
Além do meu conhecimento essas pessoas fazem parte da minha vida e agradeço ao
criador.
Hoje o Thiago é artista plástico e a Luana faz a mão livre o corte direto no tecido de
roupas para sua coleção.
Acredito que me sai bem como pai usando a ferramenta que herdei da Regina.
Hoje estou casado com Cassiana Meneguini formada em Gastronomia e que realmente
faz arte com os alimentos. Seu espírito alegre me faz agradecer por fazer parte de
minha vida.


Pensamento de hoje:

A arte é um instrumento que devo usar na lapidação da minha alma.


Abraços,
Fernando Araujo.